O comentário ouvido duas semanas atrás no lançamento do Battlefield 3 foi confirmado na virada da segunda, dia 7 de novembro, para a terça. Em uma das lojas da rede GameStop no centro de Boston, cerca de 300 pessoas formaram uma fila que cruzou o Prudential Center. Em menos de 30 minutos todos saíram com …
O lançamento do Batman: Arkham City na semana passada marcou o início de um final de ano repleto de bons lançamentos de jogos. A dupla Ação de Graças e Natal, com Black Friday e Cyber Monday no meio, aquece as vendas e este ano a safra é boa. Battlefield 3 chegou junto desta terça, 25 …
A NY Comic Con não tem o brilho de uma E3 ou da San Diego Comic Con, mas é um espaço perfeito para mostrar jogos novos e reforçar os laços com outras formas de entretenimento. O videogame tanto está presente na sua forma principal, com cartazes da Capcom por todos os lados, ou nas relações …
Montei uma lista rápida de livros sobre jogos eletrônicos no Brasil. Nesse primeiro momento, tirei coisas mais específicas, como fazer em Flash, pra andar nisso depois. Deixei o Homo Ludens por questão de honra. Se faltou algo, só avisar. Artes Do Videogame Assis, Jesus De Paula Editora Alameda, 2007 http://compare.buscape.com.br/artes-do-videogame-jesus-de-paula-assis-8598325511.html A Condição Eletrolúdica: Cultura Visual …
Opa. Faz tempo que o blog virou apenas uma isca pra spam e merecia sair do limbo em grande estilo. Como estou começando a minha pesquisa de pós-doutorado esse semestre no Gambit/MIT, o blog vai servir como registro das minhas impressões na área aqui e algumas notas/ajudas sobre a área. Digamos que usei um Continue
O comentário ouvido duas semanas atrás no lançamento do Battlefield 3 foi confirmado na virada da segunda, dia 7 de novembro, para a terça. Em uma das lojas da rede GameStop no centro de Boston, cerca de 300 pessoas formaram uma fila que cruzou o Prudential Center. Em menos de 30 minutos todos saíram com seus jogos nas mãos.
O vídeo abaixo foi gravado a partir do começo da fila 20 minutos antes da entrega dos jogos. Repare na quantidade de pessoas na fila.
A loja não divulgou números oficiais, mas lojistas estimavam cerca de 1000 cópias compradas antecipadamente, com garantia de reserva até 48 depois do lançamento – política da rede que recebe muitas críticas de alguns jogadores. Esse número é o dobro do estimado para Battlefield 3 duas semanas antes.
O contingente foi reforçado para esta noite na comparação com outros “midnight launches”, três funcionários no caixa (um a mais), dois na porta (um a mais) e duas controlando quem já tinha validado o pagamento (uma a mais). Além disso, cerca de seis seguranças ajudaram a manter o clima calmo e o andamento da fila sem eventuais furos. Quem mostrava o comprovante recebia uma fita no pulso garantindo a entrada posterior na loja e o jogo na mão.
O público começou a fila por volta das 20h e o mosaico de camisetas e idades formou uma amostra adequada da audiência não só da série, mas dos jogos em geral. Meninas não eram raras, apesar da maioria de homens, entre eles até mesmo pessoas que pareciam ter saído de um escritório.
Os primeiros da fila ganharam pôsteres com a capa do jogo, mas outros sortudos que chegaram cedo levaram até mesmo caixas promocionais para casa. O segundo da fila saiu da loja em disparada comemorando o fim da espera – enquanto seu amigo atrás gritava “espere por mim”. Muitos jogadores não diziam tchau, mas sim “see you online” (vejo você online), sinal dos tempos.
Mas um jogador fora do padrão normal chamou a atenção. Um senhor que aparentava uns 60 anos chegou apenas alguns minutos antes da meia-noite, mas no final conversava com os mais jovens e disse uma frase que simboliza como os jogos fazem parte da atual cultura. “Nesses tempos, nada melhor do que ficar em casa jogando um 360, outras diversões são caras”. Ou seja, nem mesmo a crise econômica financeira é páreo para o que deve ser o maior lançamento de um produto de entretenimento da história.
O lançamento do Batman: Arkham City na semana passada marcou o início de um final de ano repleto de bons lançamentos de jogos. A dupla Ação de Graças e Natal, com Black Friday e Cyber Monday no meio, aquece as vendas e este ano a safra é boa. Battlefield 3 chegou junto desta terça, 25 de outubro.
Acompanhei o lançamento na GameStop do Prudential Center, um dos principais shoppings de Boston e localizado em uma área famosa da cidade. Por volta das 23h30, meia hora antes, cerca de 60 pessoas já estavam no local esperando. O WiFi do shopping ajudou a matar o tempo, costurando telefones e notebooks do pessoal.
O sistema da entrega foi simples, mas eficiente. Antes de entrar na fila, era preciso passar na loja para registrar a compra no caixa. Quem não tinha pago todo o valor fechava a conta (63 doletas com imposto a versão pra console) e pegava a nota fiscal. Dessa forma, quando o relógio marcou 0h foi só entrar na loja, mostrar a nota validada e pegar o jogo. Mesmo na parte final da fila, demorei cerca de 10 minutos para pegar a minha cópia (360).
Mesmo com algumas palmas e uma tentativa frustrada de contagem regressiva, não houve agito. O destaque foi um dos primeiros compradores, um rapaz de uns 18 anos, que saiu fazendo high five com toda a fila. Touchdown.
Em virtude da quantidade de lojas fazendo isso por aqui, o lançamento não é como no Brasil com fantasia ou evento maior. Perde-se no espetáculo, mas é compreensível pelo tamanho das redes, sejam elas GameStop, Best Buy ou outras. Apenas havia uma funcionaria vestida com um casaco militar e outro com uniforme da GameStop no final da fila.
Perguntei para o pessoal da loja quantas pre-orders foram feitas naquela loja e um dos caixas estimou em 500 pessoas. Essa turma tem 48h para passar na loja e retirar a sua cópia, depois o estoque vai para a venda. A regra é cruel.
Outro ponto interessante foi a propaganda de US$ 30 em crédito para outro jogo caso tu vendas o lançamento até 60 dias depois da compra. Isso reforça a clássica prática do comércio de usados, que ajuda quem não consegue (seja por tempo ou dinheiro) acompanhar o ritmo dos lançamentos.
Na fila, conversei com um pessoal e perguntei se a midnight release do Uncharted seria maior. Recebi só um aviso, “prepare-se para o Modern Warfare, ano passado a fila cruzou o shopping.” Veremos nas próximas semanas.
Volte depois para o blog para ler o review do jogo.
Square Enix + Legendary Pictures + Capcom = 1 lugar
A NY Comic Con não tem o brilho de uma E3 ou da San Diego Comic Con, mas é um espaço perfeito para mostrar jogos novos e reforçar os laços com outras formas de entretenimento. O videogame tanto está presente na sua forma principal, com cartazes da Capcom por todos os lados, ou nas relações com outros meios, como os quadrinhos do Mass Effect na Dark Horse Comics. Transmídia? É a raiz disso, as conexões naturais entre personagens, tramas e plataformas.
O maior problema, como disse em outro post, é você absorver tanta coisa em pouco tempo. Essa vida de 10 mins jogando um jogo pra poder dar um review é enganadora e a pessoa tem de ter ginga pra processar tanta dose de informação. Vamos por partes então.
Start – as ruas ao redor do Javits Center estavam sinalizadas com banners da Capcom. Lá dentro a intensidade explodia, com a Activision passando sacolas na entrada e uma arena da Intel na entrada.
O interessante da Comic Con é que ela tanto aceita lojas vendendo produtos novos, empresas lançando jogos novos e lojas com classic gaming também. Procurei atari, mas é impressionante como tinha jogo do SNES. Confesso que quase peguei um daqueles consoles híbridos NES/SNES/Genesis que opera na base do cartucho (não um Dynavision que usa emulador). No fundo, forma-se um ciclo, jogue o futuro por uns instantes e volte para casa com o presente e o passado.
Outro aspecto interessante é o sistema clássico.. venha para nosso quiosque, espere na fila e ganhe uma camiseta. Comprei 3 camisetas na feira, mas ganhei outras 3 só nesse esquema – isso que não fiquei tempo no Kinect e passei batido em outros momentos. Deixei as coisas mais interessantes para o final.
Nintendo – o booth estava bem localizado, mas era mais um showcase do 3DS (tentam e tentam empurrar o aparelho) e do Zelda. Nada além dos trailers e vídeos já vistos. Sigo um pouco descrente pelo Wii U, pelo menos poderia ter algo ali. Pro pessoal ver que existe mesmo. Mais foi reforço da estratégia “Zelda é a última coisa que vais comprar pro Wii e depois o foco é no Wii U”. Balas guardadas pro futuro.
Microsoft – além do Halo Anniversary, Kinect e mais Kinect. Não preciso falar mais nada. É o 3DS de Redmond.
A verdadeira Dança do Mortal Kombat, até o Kung Lao (2º na esquerda) dançou Pump It
Ubi – do lado do espaço da Microsoft, a Ubi mostrou os novos Rayman e Assassin´s Creed (com direito a cosplays da galera) e abriu um rombo para os jogos de dança. De um lado Just Dance 3 e do outro Black-Eyed Peas Experience. Nesse último, achei engraçado que o render dos dançarinos era bem simples e a Fergie parecia uma Barbie de tanto que se esforçaram ali. É o jogo pra colocar com o pessoal em casa numa festa, definitivamente – e aqui olhamos que o Kinect só amplia o espaço que o Wii resgatou perdido dos anos 80.
Engraçado que o jogo que eu mais achei interessante não é uma franquia, mas a adaptação do filme The Adventures of Tintin. Clássico esquema de plataforma com um render bem bacaninha. Não deve ser nada difícil nem muito novo, mas tem horas que um feijão com arroz cai muito bem.
Star Wars: Knights of the Old Republic – aqui vai uma mea culpa pública. Achamos que não iria ter muita fila e esnobamos um momento de baixa. Voltamos depois e desistimos de ir pra fila. My bad.
Intel – um espaço violento para torneios e a empresa mostrar as virtudes da jogatina no PC. Além do espaço montado, sempre é legal ver espaços onde hm e comerciais em TV aberta. a comprada, mas a hardcover da siny nenatina no PC. AlEyed(e estou hw le) e ganhei outras 3 sá narração de jogos, hábito pouco visto no Brasil.
Activision – sei que talvez o único leitor desse blog reclame, mas não achei grande coisa o que foi mostrado. Prototype 2 continua um genérico de Infamous, achei que o 007 Goldeneye Reloaded é mais do mesmo e poderia ser um pouco mais polido, X-Men Destiny não interessou e o Spider-Man: Edge of Time não justificou ser um jogo de última geração, teve até glitches na hora que joguei. Modern Warfare 3 estava em um espaço especial patrocinado pela Turtle Beach e a correria das filas ofuscou um pouco. Daqui a pouco sai e deve ser mais do mesmo também.
Mass Effect 3 – deixaram melhor o que já era bom e o melhor disso é ver como a franquia recebe atenção em quadrinhos e outros caminhos. Vi um trecho de ação, um pouco melhor que no 2, e agora é esperar março mesmo.
Sony – Achei estranho a Sony focada só no Uncharted 3. Tudo bem que era um espaço razoável com torneios do multiplayer do Uncharted 3, mas era em parceria com a Sprint (operadora de mobile) e IGN. Senti falta de um espaço solo. Menos mal que o jogo é muito bom, o mapa não permitia mostrar muito da força da engine (como visto nos trechos do deserto), mas não vi glitches. Só achei um pouco ruim de jogar, mas muito por estar desacostumado com esse tipo de jogo (e estou há quase 2 meses sem jogar jogo de console). Portal 2 deixou sequelas – boas. E nada do Move, não sei se um pouco de ressaca depois de Resistance 3 não ter emplacado.
Batman: Arkham City – mesmo com uma spoilada do Mark Hamill no painel da New Gen, é outro título que refinaram o que já era bom. Movimentação muito boa e cenas com personagens que dá vontade de apertar. O melhor é que o jogo já chega nessa semana e tem não só vários DLCs de acordo com a loja comprada, mas a hardcover da série de quadrinhos também e comerciais em TV aberta.
Capcom – uma das âncoras da Comic Con, a Capcom teve painel para o Ultimate Marvel x Capcom 3 e um ringue gigante com torneios de Street Fighter x Tekken. Além disso, o caminho para o Javits Center era balizado pelo Dead Rising 2. Também foram mostrados Dragon´s Dogma, o novo Street Fighter do iOS e o Asura´s Wrath (o God of War da casa). Por motivos pessoais, fui conferir se o UMxC3 vale a compra mesmo e vou acabar comprando.. intensificaram a farofa do jogo-base e colocaram personagens interessantes, como o Nova, Dr Strange e Ghost Rider (muito bom de jogar). Nem reparei no Galactus, não sabia disso, e saí impressionado como os gráficos estão mais desenho animado. O jogo de luta pra juntar a galera e fazer campeonato.
Rockstar – não tem, ame ou odeie, esse pessoal sabe fazer a diferença. Banners imensos do Max Payne 3 indicavam a área – e confesso que foi bacana ver o desenho do Copan no fundo. Eles concentraram o fogo em dois produtos, o GTA 3 de 10 anos especial pra iOS e o MP3. Isso lembrou uma velha estratégia da Apple, concentrar foco em poucos produtos e mostrar bem eles. Em todo o booth avisos de não filmar nem fotos dos jogos.
GTA estava liberado pra jogatina do púbico, o público jogar e, aí uma coisa interessante, quem colocasse foto no Instagr.am, fizesse check-in no Foursquare, usasse uma hashtag no Twitter ou falasse no Facebook que estava ali ganhava uma camiseta.
Na correria, concentramos esforços no Max Payne 3 mesmo. 15 min de espera e entramos numa sala para ver 10 minutos do jogo mesmo rodando. Interessante que apesar do sotaque carioca dos brasileiros, eles falam “vamos pegar o filho da puta” e outras frases. No trecho brasileiro, Max enfrenta a gangue do Gato Preto – ou algo assim, ver gringo falando português é engraçado –, ou seja, PCC virtual.
Alguns detalhes da reconstrução de São Paulo impressionam. Tirando cartazes grandes com a mensagem NO FUMAR, mancada, algumas placas estão muito bem reproduzidas e dá pra ler avisos em português. Até os orelhões verdes da Telefônica estão ali, mas com outro logo. Mesmo que o Kassab tenha limpado SP de cartazes, senti falta de mais publicidade para deixar o ambiente mais crível. De resto, a Priscila ainda matou uma charada: reconstruíram no fundo do cenário até os prédios novos mais claros (estilo MRV).
Eu gostei muito do jogo mesmo. O clássico efeito bullet time está lá e o último inimigo da área morre de uma maneira especial: uma câmera na bala vai até o meliante e a queda é em slow motion. Além do Max ter mais liberdade para atirar e fazer os clássicos pulos atirando em câmera lenta, ele pode atirar em 360 graus deitado no chão.
Achei a IA um pouco morna. O jogador da Rockstar encarava alguns grupos de inimigos e não morria, ficou um pouco fraco, mas também não sei qual o nível de dificuldade setupeado na hora. Mesmo assim, muito bom. Interessante que a mecânica de uma wheel com as armas foi incorporada, facilitando um pouco a vida quando é preciso pensar no arsenal a ser usado.
Mas o que eu achei mais interessante de tudo foi a transição das animações para o jogo. Não só o Max está bem recriado, de barba e careca parece o Jeff Bridges no Tron: Legacy, mas não há corte na entrada do jogo. Ou seja, usam o engine e garantem transições sem que você note pela limitação do jogo, mas só pela história mesmo. O HUD está padrão e bem de canto. Painkillers, como sempre, estão lá.
Como eu estava com a camiseta do Brasil, o animador perguntou depois se eu tinha gostado. Disse que sim, apesar de algumas coisas como o NO FUMAR, e ele pediu desculpas pela violência. Disse que infelizmente tem isso, mas é o jogo. Engraçado que numa cut-scene o Payne bebe com um amigo e o personagem diz saúde quando brinda, aí o senhor só perguntou “você poderia me dizer o que ele fala na hora da bebida?” e explicamos “algo como get healthy”. Acho que isso o título tem muito, vai doer esperar março de 2013.
Montei uma lista rápida de livros sobre jogos eletrônicos no Brasil. Nesse primeiro momento, tirei coisas mais específicas, como fazer em Flash, pra andar nisso depois. Deixei o Homo Ludens por questão de honra. Se faltou algo, só avisar.
Opa. Faz tempo que o blog virou apenas uma isca pra spam e merecia sair do limbo em grande estilo. Como estou começando a minha pesquisa de pós-doutorado esse semestre no Gambit/MIT, o blog vai servir como registro das minhas impressões na área aqui e algumas notas/ajudas sobre a área. Digamos que usei um Continue
PlayTV, programa sobre videogames na TV. Tirando alguns pontos, referências e citações, uma das primeiras vezes que videogame foi “esporte” na TV brasileira.